ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Tuna 2x2 Flamengo

Aí está o poderoso trio final do Flamengo - Garcia, o famoso goleiro paraguaio, entre Newton e Job

.

Em março de 1950, o Clube de Regatas Flamengo passou por Belém para uma série de três jogos amistosos com os grandes da capital. A visita foi patrocinada pelo Clube do Remo. O primeiro jogo aconteceu no dia 19 de março contra o Paysandu, que perdeu por 3x2. A Tuna empatou em 2x2 com o time carioca. E o Remo foi derrotado por 2x0 no dia 26 de março.

Assim foi o jogo contra os cruzmaltinos:

Há uma coincidência, no futebol paraense, que por tantas vezes repetida, já vai tomando foros de verdadeira mística: a Tuna jogando à noite, ninguém pode com ela. É grandiosa, diabólica, insuperável.

Uma defesa de Antonino, num chute de China, vendo-se Job e Newton

.

Equipes renomadas de outras terras, que até nós têm vindo, quando lhes toca a vez de justar contas com o clube cruzmaltino, encontram sempre um sério obstáculo às suas pretensões mais fagueiras de vitória. Podem vir de feitos, os mais brilhantes, frente aos outros quadros da cidade, mas diante da Tuna em pelejas noturnas, se não baqueiam em amargos reveses, não vão pelo menos além de duros empates.

Para a peleja de ontem acreditava-se que ‘onze’ cruzmaltino não estivesse perfeitamente habilitado para uma figura condigna, frente aos bravos rapazes do Flamengo carioca. Vinha o clube alvo de perder duas grandes figuras de seu plantel: Teixeirinha e Nonato, o primeiro atualmente no Paissandu e o segundo preso já ao Náutico de Pernambuco.

Perigoso ataque da Tuna, que Juvenil desperdiça, atirando por fora, vendo-se o goleiro Antonino atento a trajetória da pelota

.

Colando a bola na grama, mandando-a em passes precisos, num jogo rápido e consciente, de pé a pé, praticaram os cruzmaltinos um futebol bonito, vistoso e sobretudo produtivo.

Em nenhum instante lhe arrefeceu o ardor combativo e, a cada arremetida do adversário, respondia com uma audácia de pasmar. Um avanço do Flamengo que de se viesse coroar com a bola dançando nas redes de Dodó era, de pronto, respondido por outro avanço tunante, que só cessava, quando o couro ia bater lá dentro das redes de Antoninho.

(…) não puderam ir além do empate de dois a dois, tentos de Aloisio e Palito, na primeira fase e de Aloisio, novamente, e Daniel no período complementar, este de penalti.

TUNA: Dodó; Bereco e Conde; Macaco, Sabá e Biroba; Nequinha, Juvenil, Palito, China e Daniel.

FLAMENGO: Antoninho; Job e Newton; Osvaldo, Walter e Beto; Aloisio, Quiba, Gringo, Durval e Esquerdinha.

Fonte: A Província do Pará de 23 de março de 1950



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


O técnico que saiu sem cair - Aureliano da Tuna

O técnico da Tuna 1977, Aureliano Beltrão

.

“Não foi a primeira e, por certo, não será a última. Mas a dispensa do técnico Aureliano Beltrão, da Tuna Luso, obedeceu a um inédito ritual no futebol paraense.

O primeiro a abrir a boca foi o presidente do clube Lízio Capela. Para criticar:

- O time está mal mesmo e ninguém me pediu reforços, ninguém se mexeu. E, o que é pior, estamos dando todo o apoio financeiro ao departamento de futebol.

No dia seguinte, foi a vez do técnico Aureliano Beltrão. Para responder.

- Não sou moleque, não sou mentiroso. Pedi reforços, ninguém se mexeu. E, o que é pior, o salário dos jogadores estão atrasados há dois meses e o prêmios não são pagos desde maio.

Sábado chegou, o irritado cartola correu às rádios e anunciou: o técnico da Tuna estava demitido. Aureliano nem se tocou. Naquela mesma noite dirigia o time na abertura do torneio internacional de Belém. 

- Demitido, eu? Ninguém me falou nada.

Falaram na segunda-feira. Aliás, não falaram, comunicaram. Aureliano orientava os primeiros treinamentos da semana, foi interrompido por um emissário.

- O presidente mandou lhe entregar.

No extenso ofício, Lízio Capela, entre outros considerandos, o suspendia da direção técnica do time, até que ele se retratasse, publicamente, pelos três jornais de maior circulação no Estado. E não perdia tempo: ali mesmo, no ofício, indicava seus substitutos.

Mais uma vez, não ficou sem resposta. Aureliano aproveitou o mensageiro e, no verso da papelada, deixou bem claro:

- Não faço retratação alguma e quero saber com base em que lei trabalhista eu serei suspenso. Posso ir embora, mas desde que o clube pague tudo. Meu contrato cai até o final do campeonato.

Terminou ali, Lízio Capela nem chegou a ler as últimas linhas de resposta. O demitiu. Uma providência que, antes mesmo de atingir o treinador, mexeu com todo o departamento de futebol revivendo uma velha guerra no clube. De um lado os intransigentes defensores do futebol; de outros os radicais favoráveis à extinção do profissionalismo (entre os quais, ele, o presidente).

Fonte: Revista Placar de 19 de agosto de 1977.



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Tuna Luso Campeã - Torneio Cidade de Belém 1977

                 

Os jogadores da Tuna comemoram a conquista do torneio

.

“A Tuna Luso conquistou o título de campeã do Torneio Cidade de Belém, o segundo conseguido depois da contratação de Aureliano Beltrão, ao derrotar o Paissandu, por 3x0, ontem à noite, no Estádio Evandro Almeida. O primeiro tempo acabou com o placar em branco e o bom público que compareceu, ficou decepcionado com o fraco rendimento das duas equipes. Mas o segundo tempo, pela maneira como a Tuna Luso voltou jogando, compensou plenamente o sacrifício. Logo aos seis minutos Ricardo fez 1x0, e dois minutos depois, Almeida, atirando de dentro da área, marcou 2x0. Mais tarde Almeida pegou uma enviada de contra-ataque, e fez o terceiro. Fácil.

Almeida recebeu a bola e girou o corpo. Era o segundo gol cruzmaltino

.

O primeiro tempo foi fraco em todos os sentidos. Parecia que as duas equipes estavam se poupando para o período final. A Tuna saía jogando muito vem da defesa. Paulo Marabá tocava a Fernando, a Bosco ou a outro companheiro qualquer, mas o ataque era barrado pela defesa do Paissandu (…)

Mas veio o segundo tempo eletrizante. Quem estava dormindo acordou com os ruídos da torcida cruzmaltina, provocados pelos gols de sua equipe, pelas lamentações da galera bicolor, que viu seu time cair fragorosamente. Logo aos seis minutos - quando os cruzmaltinos apresentavam um futebol mais descontraído com Bosco, subindo de produção, municiando, o ataque mais pelas pontas, porque ali no centra da defesa do Paissandu, Paulinho, Albano e Carlinhos estavam sólidos, seguros nas intervenções, enquanto Gabriel, Almeida e Ricardo tinham maior mobilidade - Ricardo invadiu pela esquerda, lançado por Jaci e chutou firme sem apelação. Agora houve falha de Edmir e Paulinho.

A Tuna, no segundo tempo, comandou as ações e poderia ter feito mais gols

.

Com 1x0 no marcador, a Tuna obrigou o Paissandu a sair do seu sistema defensivo, se soltar um pouco mais para conseguir o empate, e com a subida de Carlinho, a vaca foi para o brejo, dois minutos depois. Darinta invadiu pelo meio, e ganhou um escanteio Ricardo cobrou e Almeida recebeu bem, girou sobre si mesmo recuando um pouco e ao completar a volta, atirou firme, à meia altura, marcando 2x0 (…) A Tuna não recuo diante da pressão do adversário. Partiu para o terceiro gol, o que aconteceu aos 33 minutos, após um excelente centro de Gabriel, para Almeida entrar pelo meio e conferir o tento consagrador de sua equipe em mais uma vitória justa do time luso.

TUNA - Édson, Paulo Marabá; Fernando, Darinta e Assis; Antenor e Bosco; Gabriel, Almeida, Jaci (Salgado), Ricardo (Tela).

PAISSANDU - Detinho; Edmir (Mazinhi); Paulinho, Albano e Joaquim; Carlinhos, Francisco e Patrulheiro; Fefeu (Lupercínio), tuíca e Nilson.

Fonte: A Província do Pará de 15 de maio de 1977



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Campeonato Paraense 1977 - A Tuna

O professor Carlos Dornelles puxa a turma no treino. O sucesso da Tuna também está no físico

.

”- Vou vencer esta partida com facilidade.

Nos dois últimos meses, o torcedor paraense começou a ser desafiado pelas declarações e previsões ousadas do treinador Aureliano Beltrão, contratado pela Tuna Luso Brasileira. Qualquer que fosse o adversário -  Paissandu, Remo ou mesmo os mais modestos times do interior -  a previsão se repetia. E, o que é mais importante: se concretizava.

De repente a Tuna deixava de ser um mero coadjuvante na briga dos papões de títulos do futebol paraense para assumir o honroso posto de melhor time do Estado. De um grande que jogava como pequeno, todo trancado, passou a desenvolver um futebol agressivo, rápido, em ritmo intenso, do primeiro ao último minuto. Resultado: em dois meses, conquistou o título do Torneio Juvêncio Dias e praticamente assegurou a Taça Cidade de Belém - ganhou o primeiro turno dando um autêntico passeio na dupla Remo-Paissandu.

- Vou ganhar o Campeonato Paraense com facilidade.

Semana passada, Aureliano Beltrão se excedia nas previsões e despertava, na torcida, os mais curiosos comentários. Para uns, ele não passa de um mascarado, empolgado com a fragilidade de Remo e Paissandu. Para outros, um faladro, entusiasmado com a sorte da Tuna. Poucos conhecem méritos no treinador. Tranqüilo, Beltrão se justifica:

- A Tuna era um time passivo, que aceitava tudo com humildade e não apresentava nenhuma reação. Sendo um clube tão grande como Remo e Paissandu, era preciso sacudir, agredir, motivar, preparar psicologicamente os jogadores. O treinamento é o menos importante neste contexto. O importante é que os objetivos estão sendo atingidos. Eu sei o que estou fazendo, tomei esta atitude com um risco calculado.

Até agora, tem tudo dado certo. Em 12 jogos, a Tuna conseguiu sete vitórias (uma sobre o Remo e três sobre o Paissandu), quatro empates e apenas uma derrota. E, a cada semana, lá aparece o time na ponta da tabela desafiando as mais severas críticas. Mas isso é suficiente para se prever, desde já, a conquista de um campeonato que nem começou? Beltrão diz que sim e explica por quê:

- Já analisei os adversários. Para fazer força com nosso time eles vão ter que melhorar muito e em pouco tempo. O campeonato já vai começar, e no desespero ninguém acerta uma equipe. Ainda estamos no início de nosso trabalho e já da para ver a diferença. Nossos jogadores ainda estão em fase de assimilação do esquema que vem sendo executado. Quando chegar a fase da soltura, vamos subir ainda mais.

Novidade maior mesmo - e que conseguiu entusiasmar mais os jogadores do que a instituição da tabela de bichos -  foi o final da concentração. Beltrão conversou com os dirigentes, mostrou que todos os jogadores eram responsáveis, e conseguiu o impossível: cada jogador passou a receber semanalmente, 200 cruzeiros para ficar em casa. Assim, com dinheiro no bolso, eles se recolhem às vésperas de cada partida, sob uma única condição: não podem sair de casa depois das 20h.

A torcida e os associados do clube colaboram denunciando, de imediato, qualquer jogador que desobedeça. Assim, o faltoso que for visto na rua, depois do horário estabelecido, além de perder a cota de 200 cruzeiros, ainda recebe uma multa de 10% sobre os salários. Beltrão não chega a ser intransigente. Aos que estudam à noite, ele libera o rígido horário.

Na bola ou no grito, a Tuna já voltou a ser grande. E ninguém mais se arriscar em contestar as previsões do otimista Beltrão. A Tuna está jogando um futebol de campeã”.

Fonte:Revista Placar de 6 de maio de 1977.



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Campeonato Paraense 1983 - Miltão da Tuna

                                                 

                                            Miltão

“Com 33 anos, físico avantajado o centro-avante José Milton Benedito, o Miltão, fluminense de Volta Redonda, foi um dos jogadores mais importantes da campanha da Tuna Luso. Marcou, ao longo do torneio, 17 gols, quatro a menos que o artilheiro Dadinho. Não assinalou nenhum dos dois da Tuna na partida decisiva, contra o Remo, mas de seus pés nasceram muitas das vitórias que levaram o time à finalíssima. Apesar da idade, o crioulo Miltão sempre mostrou oportunismo dentro da área, precisão nos arremates contra a meta adversária e bom aproveitamento nas bolas pelo alto”.

Fonte: Revista Placar de 30 de dezembro de 1983



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Campeonato Brasileiro 1984 - Jorginho da Tuna

                                         

                                                   O craque

.

“O meia-esquerda Jorginho foi o maior destaque na conquista do Campeonato Paraense de 1983. Nascido em Recife, ele mudou-se para Belém aos dez anos de idade e começou a jogar futebol nos juvenis da própria Tuna Luso, tornando-se profissional em 1968.

Em 1982 foi emprestado ao Remo para a Taça de Prata, e depois ao Sampaio Correa, do Maranhão. É um jogador criativo, que produz mais quando atua com total liberdade, sem ter de prender-se a esquemas ou táticas pré-determinadas”

Fonte: Revista Placar de 27 de janeiro de 1984



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Campeonato Brasileiro 1976 - A Tuna

                             

                      Este era o quadro da Tuna em 1976

.

”(…) a Tuna Luso Brasileira, terceiro grande do Pará, não está nem aí: sua diretoria entende que é melhor ficar de fora [do campeonato brasileiro de 1976] do que enfrentar o prejuízo reservado aos clubes de pouca torcida.

Acontece que a Tuna é o clube de maior patrimônio do Pará e o que mais se tem destacado na prática de esportes amadores. Por isso mesmo, há uma forte corrente de associados que é até favorável à extinção do departamento de futebol profissional. E mesmo os adeptos de futebol se dividem, a maioria achando que não é justo sacrificar o patrimônio do clube na aventura do Brasileiro e o resto entendendo que se deve investir no setor e brigar até as últimas conseqüências para conseguir uma vaga.

                             

Alguns já foram vendidos para aliviar a folha de pagamento

.

A realidade é que não há mesmo [viabilidade econômica], principalmente para a Tuna que no Campeonato Paraense teve renda de apenas 810 cruzeiros, na partida contra o Tiradentes. Dizem que sua torcida cabe numa Kombi; e se alcança boas rendas é porque atrai a torcida do grande que sobra.

Curioso é que a maioria dos torcedores de Remo e Paissandu não é associada de seus clubes - todos preferem ter carteirinha da Tuna, que oferece muito mais em termos sociais e de esportes amadores. Mesmo o mais fanático torcedor de Remo ou Paissandu vibra é com a Tuna quando se trata de basquete ou vôlei”.

Fonte: Revista Placar de 10 de setembro de 1976



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Campeonato Paraense 1970 - A Tuna

                                   

                               Aluísio Brasil, técnico da Tuna


“A Tuna Luso é uma espécie de América, do Rio, ou Portuguesa, de São Paulo. Time irregular, que costuma perder para os pequenos e ganhar dos grandes. Mas a Tuna Luso é rica e a única dos três grandes que não deve a ninguém. Foi campeã pela última vez em 1958, mas sempre chega entre os quatro primeiros. Este ano montou um time novo, promovendo muitos juvenis. Tem um técnico (Aluísio Brasil) que a profissão e está montando um bom time. Aproveitou alguns jogadores antigos (Omar, goleiro, Abel, central, Antenor, meio-campo e Écio, ponta-esquerda), e tem bons juvenis no elenco (Marinho, lateral-direito, Acari, esquerdo, Valtinho, meio-de-campo, e Leônidas, atacante).

.

                                  

                                      Abel, o central da Tuna


Começou o Campeonato [de 1970] com estes jogadores. Foi mal no início, mas depois se entrosou e agora é um dos líderes, em condições, até de levantar o título que não vê há doze anos”.

Fonte: Revista Placar de 23 de outubro de 1970



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Campeonato Brasileiro 1984 - A Tuna

A Tuna, com Jorginho, Vasconcelos e Ronaldo, pretendendo usar a tática da solidariedade

.

” A Tuna Luso é o clube paraense que possui o maior patrimônio, com uma verdadeira vila olímpica onde construiu um estádio para 25000 espectadores, concentração, sede administrativa e social, restaurante, quatro piscinas, dois campos de futebol, quadra de basquete e vôlei. Financeiramente, entretanto, a situação não é animadora - e logo após o campeonato estadual, numa reunião para tratar dos reforços para a Copa do Brasil, o diretor de futebol Alberto Sozinho quase colocou seu cargo à disposição. ‘Sem dinheiro não faremos nada’, reconheceu o dirigente.

Depois disto, uma certa quantia não revelada foi arrecadada entre sócios beneméritos, e o técnico Ari Grecco passou a tentar a contratação de alguns jogadores no interior paulista. Enquanto isso, o elenco começou a treinar com o preparador físico José Chaves.

Reconhecendo que a tabela do campeonato [de 1984] favorece a Tuna Luso - que jogará duas primeiras partidas, contra o Fortaleza e o Nacional - dirigentes e jogadores acham possível assegurar a terceira vaga do grupo nas partidas finais, jogando em casa e com o apoio da torcida.

‘Os jogos fora são difíceis, mas não impossíveis de ganhar’, considera Alberto Sozinho. ‘Mas, de qualquer maneira, é com as vitórias em casa que nós contamos, tentando surpreender os adversários com nosso futebol feito à base da solidariedade. Como não temos grandes estrelas, adotamos um estilo de jogo onde tentam cobrir os espaços do campo atacando e defendendo”.

Elenco: Assis, Hilário, Ocimar, Mário, Paulo Guilherme, Ronaldo, Bira, Batista, Evandro, Queirós, Jorginho, Ondino, Vasconcelos, Renato, Admílson, Tiago, Vicente, Sócrates, Miltão, Mariolino e Luís Carlos

Fonte: Revista Placar de 27 de janeiro de 1984.



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Taça de Prata 1985 - José Dutra da Tuna

           Técnico Dutra (d) com o artilheiro Paulo Cézar (e)


“O treinador José Dutra dos Santos, que fez sua estrela brilhar ainda mais levando a Tuna à conquista da Taça de Prata naquinta-feira à noite no Mangueirão, classificou a campanha do time luso no Campeonato Nacional de ‘excelente’. Para Dutra dos Santos, a conquista do título ‘foi um prêmio que eu recebi na minha carreira profissional’.

Desacreditado no Remo, onde foi trocado por Caiçara no final do campeonato do ano passado, Dutra chorou de emoção ao falar à imprensa.

A Tuna funcionou certo, desde a lavadeira ao presidente. O time fez dez jogos, venceu sete, empatou dois e perdeu apenas um. Ficamos com a defesa menos vazada - seis gols - a maior artilharia - 14 gols - e fizemos ainda o artilheiro, Paulo Cézar, com seis gols. Foi excelente a campanha fruto de um trabalho consciente amparado pela união de todos nós dentro do clube. E a conquista do título me deixou muito feliz porque agora posso me considerar um treinador de nível nacional e acreditado.

Peça por peça do time, Dutra preferiu não analisar. Para ele, ‘todo o time foi bem’.

- Se eu fosse fazer uma análise sobre a individualidade de cada jogador estaria cometendo um grande erro. Não posso destacar ninguém porque quem conquistou o título não foi apenas um jogador e sim todo o grupo que esteve coeso do início ao fim (…)

O festejado treinador luso, entretanto, não deixou transparecer o mínimo que fosse do seu interesse em permanência ou não na Tuna para o Campeonato Paraense deste ano [1985].Logo ao deixar o Mangueirão, na quinta-feira, Dutra dispensou os jogadores para as comemorações e marcou a reapresentação somente para a próxima terça-feira quando inclusive conversará com os dirigentes para que possa definir os caminhos que a Tuna tomará a partir de agora, quando a Taça de Prata ganhou, finalmente, um dono nortista”.

Fonte: A Província do Pará 4 de abril de 1985



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Falam às Folhas os campeões cruzmaltinos

                  Esquadrão tunante campeão paraense em 1955 

.

No vestiário cruzmaltino, onde as cenas emocionantes se sucediam confundindo-se diretores, craques e os torcedores conseguimos ouvir um por um os campeões. O primeiro com que falamos foi Muniz, capitão da equipe. Informou que vencera três campeonatos pelo Remo e um pela Tuna. Estava calejado na conquista dos títulos. E ajuntou:

- Estou emocionado. Acusaram-me, mas N.S. de Nazaré ajudou-me na minha reabilitação. Sou super-campeão

.

A um canto, encontramos o zagueiro Nonato. Queixava-se do juiz, Luciano quase lhe quebrara a perna.

- Entretanto na Tuna vou bem. Sou super-campeão.

Confessou que viera do Reação Clube, da cidade de Soure. Era o primeiro título que ganhava em sua existência esportiva.


Sarará então vociferou:

- Eu sou o pior goleiro da cidade. Entretanto sou super-campeão. A nossa defesa também é a pior da cidade…

.

Mario Ney emendou:

- Considero-me nesse rol. Não sou tão bom, reconheço. Entretanto ganhei uma faixa de campeão. E como ganhei!

.

Maneco disse à nossa reportagem:

- Como profissional é a primeira vez que alcanço o título. Já experimentei essa sensação nas equipes juvenis e de amadores. Seria uma injustiça perder a oportunidade

.

Satiro assim se expressou:

- É o segundo campeonato que alcanço. Em 1951 e agora. Estou satisfeito. Temos assim, dois campeões marajoaras: Nonato e eu. Soure é mesmo um caso.


Estanislau autor de dois gols saiu do chuveiro dizendo que era milionário de goals. Tanto assim que resolvera desperdiçar até penalidades máximas

- Quando achei de desfazer qualquer dúvida, disse, ‘bumba’ todo mundo passou.

Deseja Estanislau que o prêmio da Folha do Norte seja uma coisa bonita.


China mais reservado observou:

- Pela Tuna é a terceira vez que conquisto um campeonato, pode-se calcular, por aí, a minha satisfação.


Juvenil queixando-se do joelho solicitava os serviços de enfermeiro. Mesmo assim, falou:

- Sou novamente campeão fiz o que pude em benefício da vitória de meu clube. Se isso vale alguma coisa…

.

Fonte: Folha Vespertina de 22 de agosto de 1955 e 9 de janeiro de 1956.



Video PostTweetarCompartilhar no Facebook


Reportagem da TV Liberal sobre a decisão do Campeonato Brasileiro de 1992.

.

Fonte: O dono da bola



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Goleadores no Campeonato Brasileiro 1971-2007

.

Lista dos artilheiros da Tuna durante as suas participações no Campeonato Brasileiro entre 1971 e 2007.

.

1980 (Série B) - NILTON = 6 gols

1985 (Série B) - PAULO CESAR = 6 gols

1997 (Série B) - JUNIOR = 8 gols

1999 (Série C) - MAEL = 8 gols

1999 (Série C) - NEM = 7 gols

2006 (Série C) - FELIPE MAMÃO = 10 gols

2007 (Série C) - CLÉO = 12 gols

.

Fonte: Bola na área



LinkTweetarCompartilhar no Facebook


 belem  memoria  imagem 



ArtigoTweetarCompartilhar no Facebook


Um goal de Palito dá vitória à Tuna

O interestadual de anteontem - Um instante de pânico para a defesa cruzmaltina. Tião salta para cabecear a bola, bem perto da meta. Bereco salta também enquanto Nonato e Sabá procuram vencer também o ponteiro motense.

.

“Tínhamos a certeza, em que pesassem umas poucas opiniões apressadas em contrário, que o futebol praticado pelo ‘onze’ do Moto Clube, do Maranhão, que ora nos visita não era apenas aquele apresentado na peleja de estréia com o Paisandu.

Vencendo pela contagem mínima a Tuna pode chegar a esse resultado pelo melhor aproveitamento de uma das muitas oportunidades que se lhe ofereceram.

Poderia ter vencido por mais larga contagem, que Tidoca andou a perder duas ou três bolas que a torcida contava como inevitáveis. Isso, entretanto, uma vitória mais folgada, não teria sido a tradução exata do real panorama do jogo, pois o Moto assim como saiu derrotado da cancha, poderia ter vencido, também, que possibilidades lhe não faltaram para tanto.

O triunfo cruzmaltino encheu de justificado contentamento a legião enorme de aficionados do grande clube de Acácio Sobral.

Foi uma vitória que lhe honrou os créditos de bravura, de destemor e honrou, também, os créditos mais largos do futebol paraense.

Bereco ainda na equipe cruzmaltina a maior figura. O festejado zagueiro atravessa uma forma admirável e preliando, como o faz, com uma dedicação a toda prova realiza feitos verdadeiramente empolgantes.

Biroba, Nonato e Modesto, este aparecendo pela primeira vez com a jaqueta alva como se já fosse um elemento perfeitamente integrado ao ‘onze ’ constituíram, por sua vez, uma intermediária soberba, sempre pronta a frustrar os intentos contrários.

No ataque, Teixeirinha e China foram os maiores.

Um único goal, como já de início dissemos, marcou a vitória cruzmaltina na tarde de anteontem, vitória que o público recebeu com entusiasmo e que honraria a qualquer grande esquadrão porque obtida sobre um ‘onze’ de reais técnicas.

Palito foi o autor desse ponto”.

.

Fonte: A Província do Pará de 11 de janeiro de 1949



E-mail & Twitter

planogeologico@gmail.com @belempoque

 

Memória Tunante usa o Tema Spartan por r3ginald.